punk's eternal gothic depression

Sábado, Abril 22, 2006

few friends - foe? none...



"...onde andam meu amigos / que não aparecem mais?
será que me abandonaram / e eu fiquei / fiquei pra trás?
me deixa falar, me empresta um ouvido
me deixa falar, me (em)presta atenção..."


tentando argumentar com dois amigos sobre a tentativa de fazer uma festinha. necessitando tanto reunir pessoas que não vejo há meses. sinto saudades. não consegui. perdi.

disseram que era perda de tempo e gana [e grana] reunir pessoas que não dão a mínima, que sairão falando coisas péssimas, que virão, darão tapinhas nas costas quando queriam dar facadas, ou que virão com abraços frouxos, gelados.

lembrei-os o quanto me divertiria organizando a festinha. no quanto já me diverti. rebateram me relembrando o quanto é desgastante, cansativo e não-gratificante. acrescentaram ainda os mal-entendidos sobre os "teatrinhos", e a falta de consideração de um ou aquele colega. resumindo, não se animaram em fazer micagens para estranhos que se dizem amigos.

"há muito tempo eu vivi calado mas agora resolvi falar
chegou a hora, tem que ser agora (...)
toda a verdade deve ser falada e não vale nada se enganar...
"

fiquei triste. mas entendi bem o suporte dado: não apóiam porque se preocupam. não querem ver desgaste, não querem ver ninguém chateado. mas por dentro, no fundo, me dói não ter certas pessoas, muito importantes, significativas e queridas por perto.

mas nem desisti da idéia. reunir velhas risadas, velhos abraços que andam enferrujados e muito, muito saudosos, sumidos...

porque eu envelheci os quase 4 anos que conheço algumas pessoas. e não tem como não perceber que, nesse amadurecimento mútuo [delas e meu], nos modificamos, mesmo ainda, em essência, sendo os mesmos.

"it's a family affair, it's a family affair... when i look back on all the misery and all the heartache that they brought to me, i wouldn't change it for another chance 'cause blood is thicker than any other circumstance..."

houve um ano em que, por fatores que até hoje desconheço, fui pintado como diabo pra mais de ¾ das pessoas que eu conhecia. resultado: gente me virando as costas me julgando sem ouvir os três lados das estórias, colocando o pé no caminho pra me ver caindo, ou simplesmente, piorando a situação ao acreditar em tudo que era dito mas ainda assim, mesmo crendo, sorrindo ao me ver. confusão.

como resultado, além do isolamento ao qual me submeteram, acabei me isolando por conta própria, com medo de pessoas, ou do que poderiam fazer/dizer. é mesmo mais fácil gerenciar poucas amizades e torna-las mais fortes, firmes, sólidas. duradouras.

tenho trabalhado muito. de uma forma que nunca havia trabalhado antes. e tenho envelhecido mais e mais e mais... não que isso seja ruim. é bom. acho que éramos maioria, imaturos... e a vida, como sempre, nos foi/vai abrindo os olhos com o tempo, com as vivências...

e daí vejo que nunca tive estrela na testa, nunca quis aparecer, nunca fui ator, nunca mesmo quis o mal das pessoas que estiveram perto de mim, nunca deixei de acreditar que aquele amigo distante que dizia amar a amizade realmente a amava, nunca me achei melhor ou superior ou alguma coisa, ou artista, ou dono de qualquer verdade... se parecia que sim, ou que não - chavão - as aparências enganam. e, putz, como teve gente que se enganou...

"... o tempo vai passar... e tudo vai entrar no jeito certo... as coisas são assim...
e se será, será... que passou, calou / e o que virá, dirá...
"

acima de tudo... desde sempre, e quem esteve sempre por perto pode garantir, tentei ser sincero e tentei sim ajudar, ajudar, ajudar... porque sempre acreditei na união das pessoas. e nada saiu mesmo como tentei planejar. a distância virtual imperou afinal.

só sei que tenho saudades de muito, de tanto. das pessoas que eu chamava de "filho" ou "filhote", "irmão mais velho", "irmão mais novo"... e que desapareceram. de longas conversas que certas pessoas me privilegiavam [conversas que me ensinavam tanto...]. de estar num lugar tão trash [armazém? jump? exilium? pulse?]... mas em tão agradável companhia que o lugar sequer importava [desde que menor de idade pudesse entrar tranquilo - alguns eram menores ainda, incrível lembrar disso hoje, todos "grandes" : ) ].

talvez por isso o acesso nostálgico... não nego a necessidade que eu tenho de pessoas que me afastaram, ou mesmo daquelas das quais me isolei. mesmo com um medo. não me importa tanto, como ouvi dizer, que algumas não tenham se sentido agradadas com as tentativas de agrado, de afeto.

"eu quero uma casa no campo...
quero o silêncio das línguas cansadas, a esperança de óculos...
e um filho de cuca legal...
eu quero plantar e colher com a mão, a pimenta e o sal...
do tamanho ideal: pau-a-pique e sapê...
onde eu possa plantar meus amigos, meus discos, filmes e livros...
e nada mais...e nada mais... e nada mais...


não me magoa ter visto gente que preferia estar em outro lugar, propaladamente, ao invés de estar em um algo que eu tenha organizado [mesmo apesar de ter levado meses pra organizar, gastos, conseguir local, etc.]. não me irrita, apesar de entristecer, que tenha sido hiper foda fazer certos esforços [tá, era longe, mas... pra mim, por quem eu curto, eu iria mais longe - e foi barra conseguir] e parecer que era má vontade, que fiz com preguiça, ou que poderia ter arranjado algo melhor...

"que a gente não fazendo mal a ninguém... já ta fazendo um grande negócio. porque hoje em dia as pessoas só fazem mal umas as outras... as pessoas se criticam, as pessoas não perdem tempo escutando umas as outras, as pessoas prejulgam... as pessoas não tem paciência de reorganizar seu arquivo pessoal a respeito umas das outras... a respeito da vida... então, pra simplificar, nego rotula. claro... claro... vai rotular mais simples pra ele... - que estupidez, que violência, que truculência... a gente aceitou a truculência. a gente acostumou com a estupidez e a bestialidade... não foi pra isso que a gente veio ao mundo..."

sinto é falta das pessoas. porque gosto. isso não se prova, não se mostra, não se faz propaganda. rezo sempre, peço a deus... que as pessoas sintam no meu abraço, no sorriso espontâneo que aparece ao vê-las... e peço mesmo para que estejam todas bem, com saúde, em paz com suas famílias... se isso não for bem-querer... devo estar andando muito torto esses anos todos.

paz : )

" as coisas estão tão esquisitas hoje em dia, que a gente anda ressabiado de dizer que gosta das pessoas... então a gente inventa... de repente, você se toca que não tem mais nada pra ser feito: é tarde paca!... eu não acho que seja tarde porque acho que as coisas não se acabam aqui. isso aqui é uma passagem... fazendo coisas, acrescentando uma bagagem grande à gente e às pessoas... porque se fosse só isso, não tinha sentido... é muito triste as pessoas só saberem que a gente gosta delas depois que elas se foram..."



1:34 PM posted by punk_go

Quinta-feira, Abril 20, 2006

aprendendo também

amar não é ter que ter sempre certeza
é aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém
é poder ser você mesmo e não precisar fingir
é tentar esquecer e não conseguir fugir, fugir

já pensei em te largar
já olhei tantas vezes pro lado
mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos
sei que nunca fui perfeito mas com você eu posso ser
até eu mesmo que você vai entender

posso brincar de descobrir desenho em nuvens
posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis
posso tirar a tua roupa
posso fazer o que eu quiser
posso perder o juízo
mas com você eu tô tranquilo, tranquilo

agora o que vamos fazer? eu também não sei
afinal, será que amar é mesmo tudo?
se isso não é amor, o que mais pode ser?
estou aprendendo também...
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popices...

10:19 PM posted by punk_go

Sábado, Abril 01, 2006

bestas-feras

decorado de saudade.

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10:32 AM posted by punk_go

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